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Pró-Inova capacita colaboradores dos Núcleos de Inovação Tecnológica paulistas
22 de Junho de 2010
Treinamentos abordam exemplos práticos para desenvolvimento de competências em diversas áreas críticas para os NITs
Profissionais que atuam em Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) de sete instituições de pesquisa do estado de São Paulo estão sendo capacitados, desde o início do ano, em temas como análise, qualificação, comercialização e valoração de tecnologias; estudo de mercado e técnicas de negociação. Os treinamentos, conduzidos pela Inventta, ocorrem no formato de workshop. A iniciativa faz parte do Pró-Inova São Paulo – programa da
Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) que tem o objetivo de consolidar e desenvolver processos e estratégias dos NITs de diferentes instituições de pesquisas, integrando-os em redes de relacionamento para desenvolver práticas de transferência de tecnologia.
“Com as capacitações, trabalhamos uma visão mais mercadológica e crítica nas instituições, o que permitirá melhor priorizar tecnologias pesquisadas e desenvolvidas”, destaca Paulo Roberto F. de Carvalho, gerente do projeto. “Queremos estabelecer uma rede robusta e abrangente, que se apresentará de maneira mais completa e padronizada ao mercado, favorecendo a implementação de parcerias de sucesso”, complementa.
Os NITs contemplados pelo programa estão localizados em dois centros de pesquisa (
IPT e
CTA) e em cinco universidades, sendo três estaduais (
Unesp,
USP e
Unicamp) e duas federais (
UFSCar e
Unifesp). “São instituições altamente conceituadas, responsáveis por boa parte do conhecimento gerado no País”, avalia Guilherme Pereira, coordenador de projetos da Inventta.
Cada workshop é ministrado em uma instituição diferente e reúne, em média, 50 participantes. Para facilitar, os profissionais dos NITs podem acompanhar por vídeo conferência. “O objetivo é facilitar a mobilidade, pois existe uma complexidade logística para a integração entre os diversos campi”, explica Guilherme. A expectativa é de que as capacitações sejam finalizadas em novembro.
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Todos os módulos priorizam exemplos práticos, dinâmicas e situações cotidianas, com o objetivo de desenvolver as competências necessárias aos profissionais que trabalham nos NITs. “Contar com a experiência de uma instituição que já trabalha focada nas demandas e urgências do mercado, como a Inventta, é de suma importância para incentivar a interação entre centros de pesquisa e empresas”, avalia Paulo Roberto.
Além de ministrar os workshops, a Inventta realiza visitas periódicas aos sete NITs participantes. “Oferecemos suporte e acompanhamento bastante próximo para que as informações relevantes sejam repassadas e todas as dúvidas sejam sanadas”, conta Guilherme. Cada NIT recebe, em média, uma visita da equipe da Inventta por mês, além do acompanhamento à distância realizado pelos consultores.
Melhores práticas
Com o aumento das interações e parcerias com empresas, os NITs precisam desenvolver e implantar soluções para priorizar determinadas atividades e otimizar metodologias, mantendo a mesma qualidade. “A troca de experiências entre os profissionais das diferentes instituições, promovida nos workshops, facilita a identificação e difusão de boas práticas”, destaca Paulo Roberto.
A integração entre os NITs possibilita a avaliação e comparação das metodologias e processos usualmente empregados. “É uma espécie de benchmarking interno, que atuará como um delineador das propostas a serem adotadas, considerando a diversidade de cada instituição participante”, complementa Paulo Roberto.
Pesquisa preliminar
Antes de iniciar o ciclo de workshops, foram realizadas entrevistas com os profissionais dos NITs. “É um momento importante para compreender melhor a dinâmica das instituições, identificar boas práticas e mapear as competências que podem ser desenvolvidas”, explica Guilherme. O programa de treinamentos elaborado pela Inventta também contempla a disseminação de práticas e processos empregados em NITs de outros países que são considerados como referência internacional.
Mapeamento e comercialização de tecnologias
Além de capacitar e integrar pesquisadores de diferentes instituições, o Pró-Inova visa a mapear e comercializar tecnologias desenvolvidas nas instituições participantes. “Paralelamente à internalização das boas práticas, definidas ao longo do projeto, estão sendo realizadas a seleção e a priorização de tecnologias”, conta Paulo Roberto. O objetivo é atender às demandas tecnológicas e de inovação impostas pelo mercado.
A etapa seguinte será voltada para negociação e criação de parcerias com empresas, com o objetivo de efetuar a transferência de tecnologias. “A expectativa é de que haja um aumento no número de produtos que chegam ao mercado, provenientes de parcerias entre NITs e empresas, aumentando a conversão do conhecimento em inovação”, destaca Paulo Roberto.